Raquete de tênis infantil: qual tamanho escolher pela idade e pela altura
Veja as faixas usuais de 19 a 26 polegadas, como testar o tamanho na loja e por que comprar maior para durar mais atrapalha a criança.
Raquete infantil se escolhe pelo comprimento. Uma raquete adulta tem 27 polegadas, cerca de 68,6 cm, e na mão de uma criança pequena ela vira uma alavanca pesada demais: o golpe atrasa, o ombro compensa e a bola sai sem controle. Por isso existem tamanhos menores, medidos em polegadas, que acompanham o crescimento até a raquete adulta.
A idade serve como primeiro filtro, mas a altura e a força da criança pesam mais. Duas crianças de oito anos podem ter quase um palmo de diferença de altura e precisar de raquetes diferentes. Use a tabela abaixo como ponto de partida e confirme com o teste prático.
Tamanhos usuais por idade e altura
As faixas variam um pouco entre fabricantes e escolas de tênis, mas a lógica é parecida em quase todas. Quando a criança fica entre dois tamanhos, a escolha costuma pender para o menor se ela ainda tem pouca força, e para o maior se já joga com regularidade e controla bem a raquete.
| 19 pol (cerca de 48 cm) | até 4 ou 5 anos, até cerca de 1,05 m |
| 21 pol (cerca de 53 cm) | 5 a 6 anos, cerca de 1,05 a 1,20 m |
| 23 pol (cerca de 58 cm) | 7 a 8 anos, cerca de 1,20 a 1,35 m |
| 25 pol (cerca de 63 cm) | 9 a 10 anos, cerca de 1,35 a 1,50 m |
| 26 pol (cerca de 66 cm) | 10 a 12 anos, cerca de 1,50 a 1,60 m |
| 27 pol (68,6 cm, adulta) | a partir de 12 anos ou cerca de 1,60 m, com força suficiente |
O teste do braço esticado
Na loja ou na aula, peça para a criança ficar em pé, com o braço solto ao lado do corpo, segurando a raquete pelo cabo como se fosse dar um forehand, com a cabeça apontando para o chão. No tamanho certo, a ponta da raquete fica perto do chão, sem encostar. Se a ponta arrasta no piso, a raquete está longa. Se sobra um bom espaço, ela provavelmente já pode subir um tamanho.
Depois do teste parado, observe a criança batendo bola por alguns minutos. Sinais de raquete grande ou pesada demais: ela segura a raquete muito perto da cabeça, usa as duas mãos em golpes que normalmente faz com uma, deixa a cabeça da raquete cair durante o movimento ou chega atrasada em bolas simples. Sinais de raquete pequena demais: ela precisa se aproximar demais da bola e o golpe fica curto e encolhido.
Peso, grip e material
Além do comprimento, três detalhes fazem diferença. O peso deve permitir que a criança balance a raquete várias vezes seguidas sem cansar o ombro. Nos tamanhos menores, as raquetes costumam ser bem leves, e o peso sobe junto com o comprimento.
O grip, que é a espessura do cabo, precisa caber na mão pequena. Cabo grosso demais obriga a criança a apertar com força, o que cansa o antebraço e prende o punho. Muitas raquetes infantis já vêm com cabo fino, mas vale conferir se a mão fecha em volta dele com folga de cerca de um dedo entre a ponta dos dedos e a palma.
Quanto ao material, as menores costumam ser de alumínio, mais baratas e resistentes a quedas. A partir de 25 ou 26 polegadas aparecem versões em grafite ou compósito, mais leves para o mesmo tamanho e com menos vibração. Para uma criança que já treina algumas vezes por semana, essa diferença de conforto pode valer a pena.
Bola de transição e quadra menor
Muitas escolas usam bolas de transição, com menos pressão e quique mais baixo e lento, além de quadras menores para os mais novos. Em geral, a sequência começa com a bola vermelha, passa pela laranja e chega à verde antes da bola amarela comum. A raquete acompanha essa progressão: tamanhos menores com bola vermelha, intermediários com laranja e os maiores com verde. Vale perguntar ao professor em que fase a criança está antes de comprar.
- Bola vermelha: crianças menores, quadra reduzida, raquetes de 19 a 23 pol na maioria dos casos.
- Bola laranja: fase intermediária, raquetes em torno de 23 a 25 pol.
- Bola verde: quadra inteira com bola mais lenta, raquetes de 25 a 26 pol.
- Bola amarela: quando a criança já tem força e tamanho para a raquete adulta ou para a de 26 pol.
Comprar maior para durar mais atrapalha
É tentador comprar um tamanho acima para a raquete durar dois ou três anos. O problema é que, nesse período, a criança treina com um equipamento que não controla, cria compensações no movimento e se frustra mais cedo com o esporte. Trocar de tamanho conforme ela cresce costuma sair melhor para a técnica e para a vontade de continuar jogando. Raquetes infantis usadas também circulam bastante entre famílias e escolas, o que ajuda a acompanhar o crescimento.
Se a criança reclamar de dor no ombro, no cotovelo ou no punho, interrompa e converse com o professor e com um profissional de saúde. Equipamento inadequado é uma das possíveis causas, mas só uma avaliação pode dizer o que está acontecendo.
Quando a criança chegar à raquete adulta, os critérios passam a ser peso, cabeça, balanço e grip. Nessa fase, o teste do RACKET DNA ajuda a cruzar o nível e o estilo de jogo com a ficha técnica.
Para uma criança, a raquete certa é a que ela controla hoje. O próximo tamanho chega junto com o crescimento.
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