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Raquete de tênisPor que importa

Quando trocar a corda da raquete de tênis (e o grip também)

Sinais de corda gasta, a regra prática de trocas por ano conforme os jogos por semana e quando trocar o overgrip e o grip da raquete.

Nível: Todos4 min de leitura#corda #manutenção #tensão #grip

Muita gente só troca a corda da raquete quando ela arrebenta. Para quem joga pouco, isso pode levar anos, e nesse tempo a corda perde tensão, elasticidade e capacidade de segurar a bola. O resultado aparece aos poucos: bolas que voam mais longas, menos controle e, às vezes, mais vibração chegando ao braço.

Corda é peça de desgaste, como o pneu de um carro. Ela continua inteira por fora enquanto perde desempenho por dentro. Saber reconhecer esse momento ajuda a jogar melhor e a gastar com encordoamento só quando ele faz diferença.

Por que a corda perde desempenho sem arrebentar

Logo depois de encordoada, a raquete começa a perder tensão. Essa queda é mais rápida nas primeiras horas e dias e depois desacelera. Com o uso, os impactos e o calor, o material também perde elasticidade. A corda passa a esticar menos e voltar menos, e a resposta da raquete muda.

O tipo de corda pesa muito nessa conta. Cordas de poliéster, populares entre quem joga com muito topspin, costumam perder tensão e elasticidade relativamente rápido. Elas podem ficar mortas, como se diz nas quadras, muito antes de arrebentar. Cordas sintéticas de náilon e multifilamentos tendem a manter a sensação por mais tempo, mas desfiam e quebram antes em quem bate forte com efeito. O artigo sobre tipos de corda explica essas diferenças em detalhe.

Sinais de que está na hora

  • A bola começa a sair mais longa ou mais alta com o mesmo golpe de sempre.
  • O controle de direção piora e os erros parecem aleatórios.
  • As cordas principais saem do lugar e não voltam sozinhas depois do ponto.
  • Aparecem marcas profundas, chamadas de notches, nos cruzamentos entre as cordas.
  • Multifilamentos e sintéticas começam a desfiar, com fios soltos visíveis.
  • O som da batida fica mais seco ou o impacto passa a incomodar o braço.

Nenhum desses sinais isolado prova que a corda acabou, mas dois ou três juntos costumam indicar que ela já não entrega o que entregava. Se o desconforto no braço persistir mesmo depois da troca, procure um profissional de saúde. Dor no cotovelo ou no punho tem várias causas possíveis, e só uma avaliação pode dizer qual é a sua.

Com que frequência trocar

Uma regra prática bastante difundida no tênis diz que o número de trocas por ano deve ser parecido com o número de vezes que você joga por semana. Quem joga duas vezes por semana trocaria a corda cerca de duas vezes por ano. Trata-se de uma referência simples, não de uma regra técnica, e ela serve melhor para cordas sintéticas e multifilamentos.

Regra prática de trocas por ano
Joga 1 vez por semanacerca de 1 troca por ano
Joga 2 vezes por semanacerca de 2 trocas por ano
Joga 3 vezes por semanacerca de 3 trocas por ano
Joga 4 ou mais vezes por semana4 trocas ou mais, conforme os sinais
Usa poliéstertende a precisar de trocas mais frequentes que a regra

Quem usa poliéster, joga partidas longas ou bate com muito efeito costuma precisar trocar antes do que a regra indica. Quem joga pouco e com bola leve pode seguir a regra sem problema. O mais importante é observar a sua raquete e anotar a data de cada encordoamento, para perceber quanto tempo a corda dura no seu jogo.

E o grip e o overgrip?

O cabo também se desgasta. O overgrip, a fita fina enrolada por cima do grip original, fica liso, encharcado de suor ou começa a soltar. Para quem joga com frequência, ele costuma durar poucas sessões, e trocar é rápido e barato. Quando ele escorrega na mão ou exige mais força para segurar a raquete, está na hora.

O grip de reposição, que fica por baixo, dura bem mais. Troque quando ele perder o amortecimento, ficar duro, rasgar ou soltar da base. Um cabo escorregadio faz você apertar mais a raquete, e isso aumenta a tensão no antebraço. As diferenças entre os dois e o passo a passo para enrolar estão no guia de grip e overgrip.

Dica
Cole uma etiqueta no cabo ou anote no celular a data e a tensão de cada encordoamento. Depois de duas ou três trocas, você descobre o seu ritmo real e para de depender só da regra prática.

Antes de trocar a corda, vale pensar se o tipo e a tensão atuais combinam com o seu jogo. O teste do RACKET DNA sugere faixas de tensão e padrão de cordas junto com a raquete.

A corda acaba muito antes de arrebentar. Quem percebe isso ganha controle sem trocar de raquete.
Racket DNA

Qual raquete combina com o seu braço, o seu nível e o jeito que você bate na bola?

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