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Tipos de corda: tripa natural, multifilamento, poliéster e híbridos

Como cada material de corda se comporta, para quem ele foi pensado e o que considerar ao combinar dois tipos.

Nível: Intermediário3 min de leitura#cordas #poliéster #tripa #híbrido

A corda define boa parte da potência, do efeito, do conforto e da durabilidade do encordoamento. Raquetes idênticas com cordas diferentes parecem raquetes diferentes. Mesmo assim, a corda costuma ser a escolha menos pensada do equipamento.

Existem quatro famílias principais. Cada uma tem um perfil claro, e a escolha depende do seu golpe, da frequência de jogo e da sensibilidade do seu braço.

Tripa natural

Feita de intestino bovino, é a corda mais antiga e ainda considerada referência em elasticidade e conforto. Mantém a tensão por mais tempo que as outras e devolve a bola com potência e sensibilidade. É sensível à umidade e menos durável para quem gera muito efeito. Costuma ser indicada para quem busca conforto máximo, inclusive quem tem histórico de dor no braço.

Sintéticas e multifilamento

As sintéticas de núcleo sólido, geralmente de náilon, são a opção básica, com bom equilíbrio e durabilidade razoável. O multifilamento é feito de centenas ou milhares de microfibras torcidas juntas, tentando imitar o comportamento da tripa natural. É macio, potente e confortável. Desfia com o uso e pode romper mais rápido em quem bate com muito topspin.

Poliéster

Também chamado de co-poliéster nas versões com aditivos, é a corda dominante no circuito profissional desde os anos 2000. É rígido, durável e favorece o controle e a rotação, porque as cordas verticais deslizam e voltam ao lugar no impacto. Em compensação, transmite mais choque e perde elasticidade rápido, mesmo sem arrebentar. Funciona melhor para quem gera muita velocidade de braço.

Híbridos

Um encordoamento híbrido usa uma corda nas verticais e outra nas horizontais. A combinação mais comum é poliéster nas verticais, para controle e efeito, com multifilamento ou tripa natural nas horizontais, para conforto. A combinação inversa existe e muda a sensação: mais potência e maciez, com um pouco menos de efeito.

Resumo das famílias de corda
Tripa naturalmáximo conforto e potência, menor durabilidade
Sintéticaequilíbrio e boa durabilidade
Multifilamentoconforto e potência, desfia com o uso
Poliéstercontrole e efeito, mais rígido
Bitola usual1,20–1,35 mm

A bitola, espessura da corda, também muda o comportamento. Cordas mais finas dão mais efeito, potência e sensibilidade, e arrebentam antes. Cordas mais grossas duram mais e dão um pouco mais de controle.

  • Iniciante ou jogo recreativo: sintética ou multifilamento.
  • Dor no braço: multifilamento ou tripa natural, com tensão moderada.
  • Muito topspin e corda arrebentando rápido: poliéster ou híbrido.
  • Busca de toque e conforto em nível alto: tripa natural ou híbrido com tripa.

A forma do fio é outra variável. Muitas cordas de poliéster têm perfil facetado, com cinco, seis ou oito lados, ou textura na superfície. A ideia é aumentar o atrito com a bola e ajudar no efeito. O ganho existe, mas costuma ser menor do que o efeito da tensão e da elasticidade da corda.

A tensão perdida com o tempo também varia por família. A tripa natural mantém a tensão por mais tempo. O poliéster perde parte importante logo nas primeiras horas e depois continua perdendo elasticidade. Sintéticas e multifilamentos ficam no meio do caminho.

Por fim, trocar de corda é uma forma barata de testar mudanças. Uma raquete que parece dura demais pode ficar confortável com outra corda. Uma que parece sem controle pode se ajustar com um poliéster nas verticais. Antes de trocar o aro, vale explorar o encordoamento.

Dica
Se você não sabe por onde começar, teste um multifilamento na tensão média recomendada pela sua raquete e ajuste a partir dele.
A corda é o único pedaço da raquete que encosta na bola.
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