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Raquete de tênisPor que importa

O erro caro de comprar a raquete do seu ídolo

Por que o modelo usado pelos profissionais quase nunca é o mesmo da loja e o que acontece quando um amador tenta jogar com ele.

Nível: Todos3 min de leitura#profissionais #compra #erro

É natural querer jogar com a mesma raquete do jogador que você admira. As marcas sabem disso e lançam linhas inteiras associadas a nomes do circuito. O problema é que essa compra costuma sair cara duas vezes: na loja e na quadra.

Raquetes de profissionais são pensadas para quem treina várias horas por dia, gera muita velocidade de braço e tem condicionamento físico de atleta. Mesmo quando o modelo vendido é o mesmo do circuito, a raquete que o profissional usa raramente é igual à que está na prateleira.

O que muda na raquete do profissional

Muitos profissionais jogam com raquetes personalizadas. É comum acrescentar chumbo na cabeça ou no cabo, encher o cabo com silicone, ajustar o balanço e o swingweight para valores bem específicos. Alguns usam moldes antigos pintados com a cor do modelo atual, prática conhecida no meio como paint job. O encordoamento também é escolhido e encordoado com precisão para cada jogo.

  • Peso final frequentemente acima de 330 g encordoada.
  • Swingweight alto, muitas vezes acima de 340 kg·cm².
  • Balanço ajustado com chumbo para o estilo do jogador.
  • Cordas e tensão definidas para cada condição de quadra e clima.

O que acontece com o amador

Um modelo de controle, pesado, com cabeça pequena e padrão de cordas fechado, entrega muito para quem acerta o centro e acelera o braço. Para quem joga uma ou duas vezes por semana, entrega pouca potência, pune batidas descentralizadas e cansa o braço. O resultado é um jogo mais curto, mais erros e, às vezes, dor.

Também há o efeito contrário. Um amador que compra um modelo de potência pensado para quem gera topspin pesado pode ver a bola voar longa sem entender por quê.

Como evitar o erro

Comece pelo seu jogo. Quantas vezes você joga por semana, qual é o seu nível, onde costuma errar, se tem histórico de dor no braço. Essas respostas apontam peso, cabeça, balanço e rigidez. Só depois olhe para modelos.

Se o modelo do seu ídolo cair dentro dessas faixas, ótimo. Muitas linhas de profissionais têm versões mais leves, com cabeça maior, que mantêm o visual e são mais amigáveis. Muitas vezes a versão certa para você é uma irmã do modelo do circuito.

O custo real

Uma raquete errada costuma acabar encostada no armário depois de poucos meses. Somam-se a ela cordas, overgrips e, às vezes, sessões de fisioterapia. Testar antes, ou responder um teste de recomendação, custa bem menos do que trocar de raquete depois.

Há ainda o aspecto da corda. Profissionais trocam o encordoamento a cada poucos games ou a cada partida e usam poliéster em tensões ajustadas ao clima. O amador que copia a corda do ídolo e a mantém por meses joga com uma cama de cordas sem elasticidade, que transmite mais choque e responde pior. Copiar o equipamento sem copiar a rotina de manutenção costuma dar errado.

O caminho mais saudável é tratar o ídolo como inspiração de estilo, deixando a ficha técnica para o seu próprio jogo. Observe como ele se movimenta, prepara e finaliza o golpe. Isso sim pode ser copiado em qualquer raquete.

Dica
Antes de comprar o modelo de um profissional, teste a versão de série por pelo menos uma sessão completa. Se você terminar cansado ou com o braço pesado, procure a versão mais leve da mesma linha.
O ídolo escolheu a raquete para o jogo dele. Escolha a sua para o seu.
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