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Prancha de surfEvolução

Da madeira ao thruster: uma breve história da prancha

Das pranchas de madeira havaianas ao poliuretano, à revolução da prancha curta e ao thruster de 1981, veja como o equipamento moldou o surf.

Nível: Todos3 min de leitura#história #havaí #thruster

O surf moderno nasceu no Havaí, onde deslizar nas ondas era parte da cultura muito antes da chegada dos europeus. As pranchas eram de madeira maciça, esculpidas à mão. As maiores, chamadas olo, podiam passar de 4 metros e eram associadas à nobreza. As menores, as alaia, eram finas e sem quilha, exigindo enorme habilidade.

Cada mudança de material e de forma depois disso abriu novas possibilidades na onda. A história da prancha acompanha de perto a história do próprio surf.

Do Havaí para o mundo

No começo do século 20, o havaiano Duke Kahanamoku ajudou a levar o surf para a Califórnia e a Austrália com demonstrações que ficaram famosas. As pranchas ainda eram pesadas e difíceis de virar. Nos anos 1930, Tom Blake desenvolveu pranchas ocas, bem mais leves, e foi um dos primeiros a usar uma quilha fixa, que deu direção à prancha.

Balsa e depois espuma

Nos anos 1940 e 1950, shapers da Califórnia passaram a usar balsa, uma madeira leve, revestida de fibra de vidro e resina. As pranchas ficaram mais manobráveis, e o surf começou a ganhar curvas na parede da onda.

No fim dos anos 1950, chegou o núcleo de espuma de poliuretano, revestido de fibra de vidro e resina de poliéster. Hobie Alter e Gordon Clark estão entre os nomes ligados a essa transição. A espuma era mais fácil de moldar e de produzir em escala, e a prancha de PU virou o padrão por décadas.

A revolução da prancha curta

Até meados dos anos 1960, a maioria dos surfistas usava longboards de mais de 9 pés. Entre 1967 e 1969, surfistas e shapers como Bob McTavish, Nat Young, George Greenough e Dick Brewer começaram a encurtar e afinar as pranchas de forma radical. Em poucos anos, o comprimento médio caiu bastante, e o surf passou a explorar partes mais verticais e cavadas da onda.

Nos anos 1970, vieram experimentos de todo tipo, de single fins estreitos a fishes de rabeta swallow. No fim da década, a biquilha ganhou força, com o australiano Mark Richards conquistando títulos mundiais com esse tipo de prancha.

O thruster e o padrão moderno

Em 1980, o shaper e surfista australiano Simon Anderson criou o thruster, com três quilhas de tamanho parecido. A ideia somava a velocidade da biquilha ao controle da quilha central. Em 1981, ele venceu campeonatos importantes com a novidade, incluindo o de Bells Beach em ondas grandes. Em pouco tempo, o thruster virou padrão nas pranchinhas, posição que mantém até hoje.

Marcos da evolução
Havaí antigoolo e alaia de madeira maciça
Anos 1930pranchas ocas e quilha fixa
Anos 1940 e 1950balsa com fibra de vidro
Fim dos anos 1950núcleo de poliuretano
1967 a 1969revolução da prancha curta
1980 e 1981thruster de Simon Anderson

Depois do thruster

Desde então, a evolução ficou mais gradual. Vieram as quilhas removíveis, o shape assistido por computador, novas espumas e resinas e a volta de modelos antigos, como fishes, single fins e mid-lengths, agora com materiais atuais. O surfista de hoje tem acesso a uma variedade de formatos que não existia em nenhuma época anterior, e a escolha certa depende mais do que ele quer da onda do que de uma única tendência.

Dica
Ao testar um single fin ou um fish retrô, você surfa um pedaço dessa história. É uma boa forma de entender por que as pranchas atuais são como são.
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