Como cuidar da prancha de surf: sol, transporte, capa e pequenos reparos
Sol, calor, transporte, capa e ding repair: como fazer a prancha durar mais, quando consertar em casa e quando levar ao shaper.
Uma prancha bem cuidada mantém o desempenho e o valor de revenda por muito mais tempo. A maioria dos estragos vem de três fontes: sol e calor, pancadas no transporte e pequenos furos que deixam a água entrar no núcleo. Cuidados simples evitam boa parte deles.
Os cuidados valem para qualquer construção, mas alguns detalhes mudam entre pranchas de PU com resina de poliéster e pranchas de EPS com resina epóxi. Saber qual é a sua faz diferença principalmente na hora de consertar.
Sol e calor: o inimigo silencioso
O calor faz o ar dentro do núcleo de espuma se expandir. Isso pode descolar a fibra da espuma, um problema chamado de delaminação, que aparece como bolhas ou áreas moles no deck. O sol também amarela a resina e derrete a parafina. Pranchas escuras e de EPS tendem a sofrer mais com o calor.
- Não deixe a prancha deitada no sol na areia, entre uma sessão e outra.
- Nunca deixe a prancha dentro do carro fechado ou no rack sob o sol por horas.
- Lave com água doce depois da sessão para tirar sal e areia, e deixe secar à sombra.
- Guarde em local fresco e seco, na horizontal num suporte ou em pé apoiada pelo rabo, longe de fontes de calor.
Transporte e capa
A capa protege contra sol e pancadas. As capas refletivas, mais finas, servem para o dia a dia e para levar a prancha à praia. As capas acolchoadas, mais grossas, protegem melhor em viagens. Para avião, existem capas de viagem com espaço para mais de uma prancha e acolchoamento extra nas pontas e bordas.
No carro, use rack com protetores acolchoados e cintas próprias. Coloque a prancha com o deck para baixo e as quilhas para cima, apoiada nos protetores. Aperte as cintas o suficiente para ela não se mexer, sem esmagar as bordas. Dentro do carro, prefira a prancha na capa e sem peso por cima. Em viagens, tire as quilhas removíveis e proteja o bico e o rabo.
Pequenos reparos: quando fazer em casa
Ding é o nome dado a uma pancada ou trinca na prancha. O primeiro passo é saber se a fibra rompeu. Se a fibra estiver inteira e houver só uma marca na superfície, não há pressa. Se houver trinca ou furo, saia da água: a espuma absorve água, ganha peso e pode apodrecer ou delaminar.
Antes de qualquer reparo, a prancha precisa estar completamente seca. Uma trinca fechada com água dentro prende a umidade e piora o problema. Deixe a prancha secar à sombra, com a trinca virada para baixo, pelo tempo necessário. Se a água que sai tem cor amarelada ou escura, a espuma já absorveu bastante.
Para trincas pequenas e furos rasos, existem kits de reparo com resina de cura por luz ultravioleta, que endurece ao sol em poucos minutos. Lixe levemente ao redor, limpe, aplique a resina, deixe curar e lixe de novo para nivelar. A compatibilidade da resina é o ponto mais importante.
| Prancha de PU com resina de poliéster | aceita resina de poliéster ou epóxi |
| Prancha de EPS com resina epóxi | só resina epóxi |
| Resina de poliéster sobre EPS | não usar: dissolve a espuma |
| Soft top | colas e kits específicos para espuma, ou fabricante |
Quando levar ao shaper ou a uma oficina
Alguns danos exigem ferramentas, laminação e experiência. Levar a prancha a um shaper ou a uma oficina de reparo costuma sair melhor do que tentar em casa nestes casos:
- Prancha quebrada ou com vinco atravessando o deck e o fundo.
- Bico ou rabo esmagados, com espuma exposta em área grande.
- Trincas na borda que chegam ao stringer, a longarina de madeira central.
- Caixa de quilha solta, rachada ou com folga.
- Delaminação em área grande, com o deck mole ou estufado.
- Dúvida sobre a construção da prancha e sobre qual resina usar.
Se a prancha está velha, pesada de água ou cheia de reparos, pode ser hora de pensar na próxima. O teste do SURF DNA e a calculadora de litragem ajudam a definir medidas e volume antes da troca.
Prancha que dura é prancha que fica à sombra, seca e longe de pancadas.
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